Poesia Boêmia


06/02/2006


Choveu

Choveu
E eu quero ver além dos temporais
Eu quero ver além da guerra, a paz
Que um dia eu pensei em procurar
Eu quero ver além da terra, o mar
Eu quero ver o paraíso teu
Que é ouvir a tua voz cantar
Numa manhã de sol ao te acordar
Eu quero ver além do sono, o sonho
Que eu perdi quando você se foi
Que eu perdi quando eu me perdi
Quero saber como vai ser assim
Eu quero ver além do meu, de mim

Choveu
E eu quero ver além dos pingos d`água
Eu quero ver sua roupa molhada
E rir de todo seu cuidado
Quero ter muito mais cuidado, sim
-Como se isso dependesse de mim!
Eu quero abraçar o acaso
E te pegar desprevenida
Quero enfrentar uma avenida
Que um dia eu tive de enfrentar
Sozinho, dentro do meu carro
Quero você na minha carona
Pra gente ir a qualquer lugar


Com chuva ou sem chuva
Com chuva ou sem chuva

 

                   Autor  Guga

Escrito por Leandro Tolentino às 00h23
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04/02/2006


Sozinho na noite

Sozinho na noite

Escrevendo versos para passar o tempo

Pensando em tudo que já houve

Sempre sozinho na noite

 

Ao com contrário de mim

Você nunca está sozinha

Não diria bem acompanhada

Seria melhor com a minha alegria

 

Não sabes como posso te fazer feliz

Posso não ser tudo que desejas

Mas espero que eu seja

O suficiente para te conquistar

 

Queria mudar o mundo

Seria isso mais fácil de realizar?

Assim, sigo mudo...

Sozinho na noite, no escuro

Sem ter a quem me amar...

 

 

 

 

                     Autor  Leandro Tolentino / Plínio Calmeto Chaves (PCC) 

 

Escrito por Leandro Tolentino às 04h32
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03/02/2006


Ser humano

Tudo de novo

Perdoe o dolo

O que esperavas de mim?

Não quis estresir

 

Apenas púbere

Um pouco de meu momento

Algo salubre

Desculpe-me esse tegumento

 

Não veja somente o exterior

É totalmente nímio

Deixe um pouco retido

Esse lado crítico

 

Todos podemos ser idôneos

Muitas vezes erróneo

Isso é ser humano

Criar, sorrir, debulhar...

 

 

         Autor: Leandro Tolentino

Escrito por Leandro Tolentino às 03h43
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02/02/2006


À minha dor

Oh, não, minha Dor, não!

Nunca mais quero sentir-te radiante

Em fulgor famigerado, sob meu peito,

Na escassez de seus subterfúgios

 

Jamais quero ver-te impiedosa, em brasas prostrada

Por negar a meus amores perdão

De meus algozes regozijos mil, em vis palavras armados

Contra qualquer esperança de a ti escapar

 

Por onde não posso mais tua presença admitir,

Em distantes passos ou sobre descobertas impressões

Ao vento, aos louváveis cuidados lançadas

Do tempo perdido por ti, és tu, ó infame

 

Desejo nunca mais por ti cair em angústia

Das loucas maneiras com que minh’alma tratas

Conquanto nenhuma lágrima sobre minha face

Há de escorrer, mantiveres-te distante

 

Sois tu e tua graça razão inexorável

De inconstante tormenta que a mente abala

És, pois, surda intempérie de tempos

Adversos à própria certeza que a vida te nega

 

Pois sob tua indecência, galharda facínora,

Revelar-te-ei que a teus domínios submeti-me

Em abrupta vontade de nunca mais a ti volver

Oh não, minha Dor! Jamais!

 

 

                     Autor   Ciro Santos

Escrito por Leandro Tolentino às 00h47
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01/02/2006


Eterna procura

 

Romantismo não é mil maravilhas

Não é nenhum sonho

É sofrer por amor

 

Uma história romântica

Nunca acaba feliz de certa forma

O amor de dois se une

Tornando-se um só...

 

Coração e mente sempre juntos

Mas o corpo não...

Romantismo é sofrer pelo

É procurar o amor perfeito

Como nada é perfeito

Ficamos sempre na procura...

 

Procura eterna

Mas sempre bela

Juras e juras

candura....

 

É lindo o sentimento

O sofrimento só vem embelezar

É linda a fidelidade

Fiel a aquilo que nem sabe se vai conseguir

Viver para ela, sofrer por ela...

 

Escrito por Leandro Tolentino às 02h24
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31/01/2006


Segredos

Tenho um aperto no peito
Medos, insegurança, proteção
Uma tristeza meio sem jeito
Tentando sempre dizer não

Não, preciso dizer não!
A tudo que me aflige, ao medo
Um segredo:
Quero chorar meu coração

Distante de tudo, mas busco um motivo
E tento dizer não
Distante de mim, de lágrimas me privo
Mas preciso de atenção

Não, preciso dizer não!
À saudade que me mata, tenho medo
Um segredo:
Quero sonhar sem ilusão

Ah, saudade que me mata, infeliz!
De tudo e de todos, de ti
De não ter feito o que eu fiz,
Os erros que cometi

Não, preciso dizer não!
À tua lembrança, viver sem medo
Um segredo:
Quero viver minha paixão

 

     Autor: Ciro Santos

 

Ps: um amigo!

 

 

Escrito por Leandro Tolentino às 00h40
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30/01/2006


Para sentir saudade

 

 

Quero alguém para sentir saudade

Ir querendo voltar

E saber que no meu regresso

Terei alguém para amar

E ser amado

Do meu lado

Terei você

Motivo de tanta ansiedade

Pensando sempre na volta

Que me mostra

O quanto te amo

Engano-me quando acho que deveria ficar

Seria muito fácil

Não morreria de saudade

Não seria o máximo tê-la quando quiser

É bom um pouco de romantismo

Sem cinismo digo

Que a tristeza pode ser bela

Fique na espera amor

Que irei voltar

 

Escrito por Leandro Tolentino às 00h28
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